Este dia aparentmente não esta muito longe de ser alcançado. Nos filmes de ficção científica, sempre imaginou-se um equipamento complxo ou artefato ou relíquia alienígena que prove-se a raça humana uma fonte de energia inesgotável, renovável ou ilimitada.
No entanto, serão as fontes de energia mais simples que permitirão que, em 40 anos ou perto disso, o Brasil possa ter uma matriz energética perto de 95% renovável.
Os estudos e estimativas vem do Green Peace supondo dois casos:
O primeiro com o investimento atual em energia proveniente de combuustíveis fósseis e energia renováveis aponta para uma sustentabilidade da energia de perto de 75%.
O segundo plano de investimento em energia prevê uma mudança radical na matriz energética brasileira no entanto estima uma matriz com 95% de sua energia proveniente de energias renováveis.
Dentro das fontes de geração de energia renováveis encontram-se:
- Energia Eólica (Energia Proveniente do Vento)
- Energia Solar (Energia Proveniente Diretamente da Incidência Solar)
- Energia Marítima (Energia Proveniente da Movimentação Vertical das Ondas do Mar)
- Energia Térmica (Energia proveniente do Calor do Centro da Terra)
- Energia de Biocombustíveis (Energia Química proveniente de Combustíveis Renováveis)
- Energia Hidráulica (Energia Potencial Proveniente de Quedas de Água)
Além de proporcionar uma solução sustentável, os estudos indicam que seria possível ainda adquirir uma economia considerável no custo de geração de energia, o que seria surpreendente uma vez que a demanda de energia crescesse junto à diminuição nos custos de geração desta energia.
Segue Abaixo a matéria que cita as possibilidades levantadas pelo Green Peace.
Documento do Greenpeace pede ruptura na política energética e aposta em benefícios milionários

A matriz energética brasileira pode chegar a 2050 com 93% de fontes renováveis, produzindo o triplo da energia que é ofertada hoje. A expansão das fontes eólica, solar, biomassa, hidrelétrica e oceânica pode garantir a geração de 1.197 terawatts-hora, com menor custo de produção e redução significativa das emissões nacionais de gases de efeito estufa.
A organização não-governamental (ONG) projetou dois cenários para a matriz energética em 2050: no primeiro, o governo mantém o ritmo atual de investimentos em combustíveis fósseis – que abastecem a maioria das termelétricas – e no segundo, o de “revolução”, os recursos seriam canalizados para a expansão das fontes renováveis e ganhos em eficiência energética.
Da redação, com informações da Agência Brasil

A matriz energética brasileira pode chegar a 2050 com 93% de fontes renováveis, produzindo o triplo da energia que é ofertada hoje. A expansão das fontes eólica, solar, biomassa, hidrelétrica e oceânica pode garantir a geração de 1.197 terawatts-hora, com menor custo de produção e redução significativa das emissões nacionais de gases de efeito estufa.
O cálculo consta de estudo do Greenpeace, que apresenta hoje (30) o relatório [R]Evolução Energética: Perspectivas para uma Energia Global Sustentável, durante a 16° Conferência das Partes da Organização das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-16), em Cancun, no México.
A organização não-governamental (ONG) projetou dois cenários para a matriz energética em 2050: no primeiro, o governo mantém o ritmo atual de investimentos em combustíveis fósseis – que abastecem a maioria das termelétricas – e no segundo, o de “revolução”, os recursos seriam canalizados para a expansão das fontes renováveis e ganhos em eficiência energética.
O documento prevê que, se a trajetória de investimentos for mantida, em 2050, 72% da energia brasileira virá de fontes renováveis – a maior parte de hidrelétricas . Outros 5,3% serão produzidos em usinas nucleares e 21,8% ainda virão dos combustíveis fósseis. No cenário proposto pelo Greenpeace, o percentual de fontes renováveis chegará a 92,6% da matriz, não haverá geração nuclear e o único fóssil utilizado na geração de energia será o gás natural – considerado um combustível de transição – com 7,3% de participação.
“É possível aumentar a oferta de energia, acompanhar o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) com uma matriz mais limpa. Mas uma evolução não seria suficiente, por isso propomos uma ruptura, não só na produção como na utilização da energia”, afirma o coordenador do relatório e da campanha de energias renováveis do Greenpeace, Ricardo Baitelo.
A conta da ONG é de que a opção pelas fontes renováveis pode resultar em uma redução drástica das emissões de dióxido de carbono (CO2) equivalente (medida que considera todos os gases de efeito estufa) do setor energético previstas para 2050, de 147 para 23 milhões de toneladas.
Além do benefício ambiental, a transformação da matriz energética poderia reduzir custos de produção de energia no Brasil. O Greenpeace estima que a economia com a aposta em eficiência energética e com a instalação de projetos de geração de energia em áreas distantes do Sistema Interligado Nacional (SIN) pode gerar uma economia de R$1 trilhão até 2050.
O coordenador do Greenpeace também destaca que os projetos de energia alternativa, como solar e eólica, não têm grandes custos de operação. “Uma vez que você construiu, o custo de combustível é zero. Diferentemente das térmicas fósseis, em que o custo de construção é de R$ 150 por megawatt-hora (MWh), mas a parte variável, que é a de combustível, pode chegar a R$ 400 MWh. É uma variação muito grande para dizer que ela [a termelétrica] é barata. Ela é barata para construir e deixá-la parada”, compara Baitelo.
A geração de empregos verdes e a diminuição dos problemas socioambientais causados pela construção de hidrelétricas também entram na conta dos benefícios da geração por fontes como a eólica e a solar, de acordo com o relatório.
A transição para uma matriz praticamente 100% renovável é possível, segundo o Greenpeace, e a estratégia para viabilizar essa “revolução” pode ser a mudança na legislação do setor elétrico. Baitelo aposta na aprovação do Projeto de Lei 630/2003, que está em tramitação na Câmara e que prevê, por exemplo, a realização obrigatória de leilões anuais de energia eólica e de biomassa e a criação de um fundo para financiar pesquisa e tecnologia para energias limpas.
“A legislação abre a sinalização econômica para as indústrias que ainda não vieram para o País, para que a gente passe a produzir equipamentos [de produção e transmissão de energias renováveis] aqui. E há alternativas, como a criação de fundos e mais pesquisa e desenvolvimento, para que a gente domine a tecnologia”. "
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