3 de novembro de 2010

Rápida Evolução dos Eletrônicos - Dádiva e/ou Praga

É muito interessante fazer uma análise da evolução dos eletrônicos. Atualmente chamados carinhosamente de "Gadgets", estes pequenos dispositivos tem poluído e criado um nicho de depredação humana e ambiental sem antecedentes.
Para aqueles que costumam trocar e jogar fora seus celular todos os anos sem se importar com o "pequeno" impácto que é jogar um equipamento destes fora...Parabéns... Acaba de se incluir no pequenino grupo dos 1,5 BILHÕES de celulares jogados no lixo anualmente. E isso são somente os celulares, imaginem a propoção dos outros eletrônicos descartados...
Não prego nenhum tipo de "abaixe a tecnologia", porém nada mais sábio que utilizar os limitados recursos sabendo de seus impáctos e assim poder fazer uma escolha consciente.
Para informações sobre o que o lixo esta fazendo com algumas comunidades e com o ambiente, trago aqui duas reportagens publicadas na revista Galileu:




" Onde os eletrônicos vão morrer (e matar)

Terminada a vida útil nos EUA, Europa e Japão, aparelhos são enviados para países periféricos - Brasil inclusive — e formam pilhas de lixo que enriquecem poucos e intoxicam milhões

por Mariana Viktor
A estudante Paloma Ferrarini trocou de celular , atividade banal para os 39 milhões de brasileiros que fazem isso todo ano. Modelo novo na mão, não teve dúvida: jogou o velho no lixo. Isoladamente, é uma gota num oceano. O problema é o tamanho e a toxicidade que esse oceano vem ganhando. No mundo, a cada ano, 1,5 bilhão de celulares são substituídos.

Resultado: a montanha de lixo eletrônico - ou e-waste - aumenta em 50 milhões de toneladas. É descarte suficiente para carregar uma composição de vagões de trem capaz de abraçar o planeta na altura do Equador. Nos próximos três anos, o "abraço" vai ficar ainda mais caloroso, pois, segundo a ONU, o número deve subir para 150 milhões de toneladas anuais.

Maiores produtores mundiais de e-waste, EUA, Europa e Japão reciclam só 30% do seu lixo eletrônico . O restante é exportado para nações pobres. A justificativa: o refugo estimularia a inclusão digital. A estratégia evita gastos com reciclagem e dribla a legislação ambiental do Primeiro Mundo. Outro objetivo da manobra é escapar da Convenção de Basiléia, assinada por 166 nações (os EUA ficaram de fora), que proíbe os países industrializados de exportar e-waste para as nações da periferia econômica global.

Os principais destinos dessa pilha inútil são a China, alguns países da África, a Índia e o Paquistão, que recebem cerca de 500 contêineres mensais. O Greenpeace diz que a desova inclui outros destinatários, como Chile, Argentina e Brasil. Entre as soluções disponíveis, a reciclagem é a mais inteligente. E a recompensa é boa. Há mais ouro em 1 tonelada de PCs do que em 17 toneladas de minério. Mas, para extraí-lo, muita gente se intoxica e morre no processo. Veja o tamanho do problema.

GMora
A MONTANHA DE LIXO ELETRÔNICO NO MUNDO | A produção anual de dejetos deve triplicar nos próximos anos (em toneladas)



Existem muitas outras informações sobre o lixo gerado por nossa tão prezada tecnologia. Para ler a matéria na Íntegra, Acesse o link: GALILEU

Outra Matéria Bem interessante:

"(...) Túmulo de gadgets

Lixão a céu aberto em Gana é destino de equipamentos descartados por países desenvolvidos

por Marília Kodic
Em uma das inúmeras favelas de Accra, capital de Gana, o trabalho de parte dos moradores está ligado à tecnologia. É que nas proximidades há um imenso lixão, abastecido regularmente por contêineres de eletrônicos descartados por países desenvolvidos.

A ONU estima que sejam produzidas 40 milhões de toneladas desse lixo por ano no mundo. Jovens e crianças mergulham nessas montanhas de sucata em busca de metais, muitas vezes tóxicos. Quem encontrar um disco rígido fatura US$ 35, mas a maioria prefere queimar os componentes para extrair metais como cobre e chumbo e então vendê-los. As imagens são do sul-africano Pieter Hugo.
Pieter Hugo
Crédito: Pieter Hugo
Jovens e crianças - Em Accra, jovens como David Akore, 18 anos, se empenham para conseguir metais a partir dos restos de aparelhos eletrônicos. O mais desejado é o cobre, seguido por bronze, depois alumínio e zinco. Muitas crianças são enviadas do norte do país pelas suas famílias para garimpar os aterros (...) "
Para Visualizar o conteúdo completo da reportagem, acesse o link: GALILEU
Depois de Ler algumas matérias a respeito do destino final de eletro eletrônicos...
Um pouco mais de consciência certo ?!
Sds

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